sexta-feira, 30 de novembro de 2012



Amigos clientes

Lamentamos informar que, 
por motivos inesperados,
estamos SUSPENDENDO INDEFINIDAMENTE 
NOSSAS ATIVIDADES 
a partir do mês de DEZEMBRO/12

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Obrigado

domingo, 8 de abril de 2012

Zooterapia ajuda no tratamento de crianças e adultos no interior de SP

Equoterapia é o método usado em Botucatu.
Em Bauru há também a petiterapia, com cães.

Um jeito diferente de fazer terapia está mudando a rotina de alunos da rede municipal de ensino de Botucatu (SP). A Prefeitura , em parceria com o Rancho São Francisco, realiza o projeto de equoterapia, onde as crianças desenvolvem as habilidades a partir da relação com cavalos. O trabalho beneficia principalmente aqueles que possuem dificuldades de aprendizagem, hiperatividade, dislexia, déficit de atenção e problemas de comportamento.

O projeto acontece desde março de 2010 e 50 crianças de cinco escolas participam da iniciativa. O método do Programa de Atendimento Equoterápico nos Distúrbios de Aprendizagem (Paeda) utiliza exercícios que desenvolvem habilidades tais como memória, percepção e atenção. O Rancho São Francisco é um dos três centros que realizam o trabalho no Brasil.

Na prática
Albert da Silva Floriano, que participa do projeto desde 2011, é um dos beneficiados. Segundo Regina Floriano, mãe do aluno, ele já melhorou muito. “Ele se sente mais tranquilo e tem apego com os bichos. Ele tem problema em se fixar em uma coisa e terminá-la, mas isso já mudou”, afirmou. Além disso, ele está mais calmo, segundo a mãe. "Ele não fica tão irritado, e quando fica, logo passa. Antes da terapia era mais complicado, ele não entendia o que falávamos para ele, hoje entende e obedece”.
No caso de Tania Regina Almeida Fogaça, aluna de 10 anos também atendida pelo programa, a mãe, Laurita Almeida, constatou uma grande melhora: “Faz cerca de 2 meses que minha filha é atendida e hoje ela já mudou muito. Estamos muito felizes com os resultados”. Laurita conta que a filha era retraída e tinha déficit de atenção em sala. “Ela tinha preguiça de fazer tarefa em casa e depois da equoterapia, a professora nos contou que ela é a primeira a terminar as atividades”, enfatizou.
Segundo Maria Gabriela Araújo, instrutora de equoterapia e pedagoga, 90% das crianças que fizeram e fazem parte do projeto, mostraram evolução no comportamento. “É um diferencial o fato de a prefeitura oferecer um trabalho como esse. É uma maravilha. As crianças precisam de tanta coisa e, agora, nos aperfeiçoamos por elas. Temos uma equipe completa, com psicóloga, fisioterapeuta e instrutora”, contou Maria.
Segundo ela, autoestima, autoconfiança, limites, concentração e coordenação motora são alguns dos pontos trabalhados com os alunos. “Trabalhamos com tudo isso, o que auxilia na vida dos alunos, não só na escola, mas na relação com a família".
O cavalo
Ainda de acordo com a pedagoga e instrutora, o cavalo tem um diferencial. “A questão de poder, de conquista, até mesmo do que o cavalo representa na história, mexe com as crianças. Principalmente quando elas conseguem fazê-los trotar, andar e parar, é uma conquista”, informou.
A higiene pessoal é outro aspecto que acaba sendo despertado nos alunos indiretamente por meio da terapia. “Os alunos têm que escovar o cavalo, seguem uma rotina de limpeza e isso os influencia. Eles tomam consciência da importância da higiene, são reeducados”.

Em Bauru
A Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) desenvolve um projeto parecido há 11 anos. Os participantes são alunos ou pacientes do Centro de Reabilitação escolhidos por triagem e avaliação. Segundo Luciana Marçal da Silva, consultora e fisioterapeuta, a equoterapia é uma técnica multidisciplinar que utiliza o cavalo como recurso terapêutico. “Atendemos com apoio de fisioterapeuta, psicóloga, educador físico, pedagogo, equitador e fonoaudiólogo, onde o paciente tem uma supervisão global”, explicou.
Os pacientes com alteração motora, que têm déficit de controle de tronco e cabeça, respondem mais rápido do que teriam em uma fisioterapia tradicional. “O tratamento de uma lesão neurológica é um pouco mais demorado. Já com a equoterapia, os resultados são mais rápidos, além do cavalo estimular o movimento, o cérebro do paciente entende que a criança está caminhando o que estimula a plasticidade cerebral e a melhora motora”, afirmou a fisioterapeuta.
Crianças com autismo também são atendidas pela ação. Nesse caso, eles ficam mais calmos e aprendem a lidar com a afetividade. O contato com os animais os torna mais funcionais, alertas e menos agressivos.
Eduardo Janone da Silva foi paciente da equoterapia da Apae. “Foi muito bom, minha lesão é muito alta, de quarta e quinta cervicais. Tenho trauma raquimedular. Meu equilíbrio é bastante limitado e com a estimulação, principalmente com a equoterapia, consegui resultados muito legais”.
No começo do tratamento, Eduardo não conseguia montar sozinho no cavalo. “A terapeuta montava no cavalo comigo, de tão pouco equilíbro que eu tinha, depois de um ano já terminava as terapias no cavalo sozinho”.
Petiterapia
Outra iniciativa envolvendo animais é a petiterapia, uma zooterapia que promove, por meio da interação homem-animal, um estímulo à aprendizagem da criança. Segundo Kellen Reis, psicóloga responsável, o projeto possibilita um atendimento diferenciado. “Através da relação do cão com a pessoa, vemos uma estratégia que estimula a afetividade”, contou.
“Alunos que teriam resistência maior para fazer atendimento de fisioterapia ou até mesmo resistência de contato com as pessoas acabam se abrindo com a ajuda da terapia”. A especialista explica que, um autista, por exemplo, pode ficar mais afetivos, mais aberto à interação. “Eles passam a apresentar comportamentos que não apresentam, têm ganhos em relação ao aspecto comportamental, o que reflete em outras ações”, disse.
Os profissionais conseguem estimular os alunos com problemas motores a caminhar, a realizar atividades que eles não conseguiriam realizar sem o estímulo do cão e, com isso, todo o processo de aprendizagem melhora. Outros aspectos destacados e trabalhados pela psicóloga são a atenção e a concentração.
“Também conseguimos trabalhar com limites, regras e rotina”. Assim como no caso da equoterapia, a higiene do cão e a escovação incentivam os alunos a fazerem o mesmo. “Crianças que não têm hábito de limpeza acabam tendo um estímulo e passam a prestar mais atenção até mesmo em casa”, completou Kellen.
Os cães que fazem parte do projeto são selecionados previamente. Desde a idade do animal até mesmo uma avaliação de saúde é feita antes de escolher um animal para trabalhar com as crianças, por isso, os pais podem ficar despreocupados.

sábado, 24 de março de 2012

Matar e não comer


No mundo ocidental maltratar animais não é novidade

Rodrigo Elias

http://www.revistadehistoria.com.br/secao/artigos/matar-e-nao-comer


Touradas, rinhas de galo e de cães, rodeios, pesca esportiva, farra do boi... Os animais, domésticos ou não, têm servido ao divertimento dos homens. A crueldade contra os demais seres do mundo natural, entretanto, não é um novidade no ocidente.


Ao longo dos séculos, nossa postura em relação aos animais se transformou. Esta mudança revelou não apenas uma adequação a determinados padrões burgueses de comportamento, que em geral rejeitam a violência explícita ou muito próxima aos olhos, mas também um deslocamento do próprio homem na representação da natureza.

É possível perceber, desde a Antiguidade Clássica, uma reflexão de cunho moral sobre as implicações da distância. O filósofo grego Aristóteles (384 – 322 a.C.), na sua obra Retórica, ao tratar do gênero retórico aplicado à prática jurídica, afirmou que o homem só é sensível à dor daquele que lhe é próximo. Segundo o historiador italiano Carlo Ginzburg, esta noção foi retomada por diferentes pensadores na Época Moderna, em especial durante o século XVIII, caso evidente na obra do filósofo iluminista Denis Diderot (1713-1784). O que faz uma pessoa respeitar a lei e não cometer um crime não é um constrangimento genuíno, mas o medo da condenação: “o remorso talvez nasça menos do horror de si do que do medo dos outros; menos da vergonha da ação do que da censura e do castigo que se seguiriam se ela fosse descoberta”, escreveu em 1773.

Este princípio geral poderia ser aplicado a todas as épocas: alguém, estando em Lisboa ou em Paris, ao saber que um terremoto matou milhares de pessoas na longínqua China, pode se lamentar por um tempo, refletir sobre a fragilidade e a transitoriedade da vida, talvez demonstrar até mesmo alguma compaixão genuína. Mas dificilmente perderá o apetite ou deixará de cumprir algum ritual cotidiano. A distância dos cadáveres não permite que o seu odor seja sentido.

A crueldade com os animais teria alguma relação com a noção de distância. Os animais selvagens, que não convivem com os homens, são fisicamente distantes e, por isso, estão fora da nossa redoma de compaixão. Ao longo dos séculos, mesmo não sendo mais necessário para fins de subsistência em muitos dos círculos “civilizados”, a caça permaneceu como diversão, como “prática esportiva”. A rainha Elizabeth I gostava de caçar cervos no século XVI. Quando já estava com idade avançada, atirava em animais presos em um cercado. Matar pelo simples prazer de poder matar.

Já os animais fisicamente próximos ao homem, ou seja, que compartilhavam um espaço geográfico semelhante – domesticados, portanto –, podiam ser maltratados pelo fato de que estavam situados em um lugar distante do homem no que diz respeito à ordem natural do mundo. Na Criação, de acordo com a tradição legada ao ocidente moderno pelo cristianismo, o homem ocupa um lugar proeminente em relação aos demais seres – inclusive à mulher. Deste modo, estando os homens distantes dos outros animais, as implicações morais do que consideramos crueldade são absolutamente efêmeras.

Era muito comum, pelo menos até o século XVII, divertimentos envolvendo animais que, atualmente, podem fazer qualquer brutamontes corar. O açulamento de touros, ursos e outros animais na Inglaterra era uma prática corriqueira, um evento organizado por anfitriões educados ao receberem visitantes. Acorrentava-se a vítima e incitava-se cães contra ela, às vezes um a um, às vezes em conjunto. O animal, que rapidamente tinha o seu focinho, suas orelhas ou outras partes mais frágeis da sua anatomia dilaceradas, era maltratado durante horas, até o seu aniquilamento. Em algumas regiões, realizava-se uma corrida de touros. O animal, com as orelhas e a cauda arrancadas e o nariz fervendo de pimenta, era solto no meio da multidão, que tratava de piorar o seu sofrimento. Em algumas escolas, durante o carnaval, era prática comum apedrejar galos. A ave podia ser amarrada a um toco ou enterrada até o pescoço. A partir daí, as crianças a apedrejavam até a morte.

Ao longo do século XVIII, com o avanço do conhecimento do mundo por meio científico, o homem ocidental pareceu cada vez mais próximo dos demais seres da natureza. Paralelamente, a crueldade em relação aos animais passou a ser algo cada vez mais incômodo – a proximidade traz o constrangimento. Ainda em 1713, o poeta inglês Alexander Pope escrevia: “quanto mais inteiramente a criação inferior é submetida ao nosso poder, mais responsáveis nós devemos ser em relação ao seu mau uso”.

Os ingleses, assim como europeus de outros centros iluministas, passaram a ver com muita estranheza algumas práticas que permaneciam em regiões periféricas, como Portugal e Espanha. As touradas, os sangrentos festivais onde os animais são sistematicamente massacrados para delírio de uma multidão, eram vistos como resquício de práticas bárbaras – sobretudo em um momento no qual os seres vivos parecem estar muito próximos dentro da natureza.

A crueldade contra os animais passou a ser paulatinamente combatida no âmbito das legislações nacionais ao longo do século XIX. Simultaneamente, grupos de pessoas se dedicavam à proteção dos animais, formando associações ou produzindo textos que embasavam esta mudança de postura. Em 1838, o norte-americano William Hamilton Drummond publicava Os direitos dos animais, e a obrigação do homem em tratá-los com humanidade. Nesta obra, afirma que muitos homens verdadeiramente benevolentes daquele século não haviam se dado conta de que estas atitudes de condescendência deveriam ser estendidas aos outros animais. Segundo Drummond, “eles nunca foram levados a refletir sobre o fato de que muitos animais são delicadamente constituídos e sensíveis à dor como eles próprios – e que todos estes animais, assim como o homem, têm os seus direitos, aos quais é injusto e cruel violar ou infringir”.

O século XX demonstrou repetidas vezes que o homem civilizado não está livre da crueldade. Duas guerras mundiais, o extermínio sistemático de minorias étnicas, conflitos fratricidas por motivos que variam de domínio territorial a divergências religiosas têm colocado em xeque a noção de que o homem ocupa um lugar especial no reino animal. Aliás, sua superioridade parece residir na capacidade potencial de eliminar este e outros reinos.

Entretanto, algumas iniciativas ao longo do século passado dão prova de que o legado iluminista não se perdeu completamente. Somos, querendo ou não, herdeiros desta tradição que trata o homem como um ser natural, e por isso somos forçados a nos colocar lado a lado com os outros animais, sendo capazes, por isso, de perceber que sofrem, que podem sentir dor – ou seja, a distância foi reduzida.

Muitas entidades da sociedade civil, como a Sociedade União Internacional Protetora dos Animais (Suipa), fundada em 1943, ou a People for the Ethical Treatment of Animals (Peta), organizada em 1980, trazem à tona cotidianamente a nossa relação de vizinhança com as outras espécies animais. E provam que, mesmo em tempos pouco delicados, a compaixão pelo próximo, bípede ou não, nos faz, de algum modo, humanos.

domingo, 18 de março de 2012

'Supercentenário' brasileiro faz sucesso nos EUA com seu estilo de vida saudável‏


Alegando ter 110 anos, Bernando LaPallo Júnior aparenta algumas décadas a menos. Os cabelos pretos, a lucidez e a grande disposição chamam a atenção de todos. Já a pele perfeita, viçosa e sem rugas conquista admiradores e, ao mesmo tempo, causa inveja àqueles que gastam fortunas com cremes e tratamentos estéticos e não conseguem resultado semelhante.

Apesar de não ter mais sua certidão de nascimento, LaPallo conta que nasceu em 1901 em Vitória, no Espírito Santo. Ele decidiu revelar ao público sua receita de jovialidade com a publicação do livro: Age Less, Live More - ainda sem data de publicação no Brasil - em que atribui sua saúde e longevidade a uma dieta alimentar restrita e a outros hábitos de saúde naturais e alternativos.

Por conta do livro publicado há pouco mais de três anos, ele também tem feito vídeos com suas receitas culinárias favoritas, ministrado palestras em unversidades americanas sobre os segredos de sua vitalidade e dado consultoria sobre alimentação.

A receita dele é simples. 'Sigo uma rotina diária: faço uma caminhada logo depois de acordar, tomo café da manhã com uma xícara de chá verde, duas fatias de pão integral com manteiga de amendoim e mel. Depois, tomo banho e passo azeite de oliva no rosto e no corpo', revelou à BBC Brasil. 'No almoço, como uma sopa de cevada com cereais, pão integral e dois copos de água. Às 16 horas, preparo o meu jantar: uma salada, chá e alguns vegetais.'

Lapallo não consome carne de vaca, frango, porco, leite ou derivados. Mas come peixe três vezes por semana, em pequena quantidade, cerca de 120 gramas cada vez. De acordo com ele, 'é muito importante não comer demais, porque a digestão de grandes quantidades representa um consumo de energia muito grande pelo organismo.'

Legumes, frutas, sopas, sucos, peixe e uma dieta orgânica geral compõem a base de sua alimentação. De acordo com ele, alho, azeite de oliva, canela, chocolate e mel são os cinco alimentos-chave que o mantém saudável. Ele também bebe muita água durante o dia e gosta de um suco feito com maçã, couve e ervas. Não come fast food, não bebe álcool ou fuma.

De Mesa, no Arizona, onde vive desde 2004, ele diz que outro ponto importante é se alimentar em horários regulares. 'Assim, todo o corpo pode funcionar melhor. Se você cuidar bem do seu corpo, ele cuidará de você', assinalou.

Criança

Filho de pai brasileiro e mãe americana, LaPallo mudou-se para os Estados Unidos aos cinco anos de idade.

'Meu pai veio estudar medicina e sempre foi muito rígido com o aprendizado do inglês. Nunca tive a oportunidade de aprender realmente o português e, aos poucos, fui esquecendo o idioma', afirma o brasileiro ao lembrar que ainda guarda muitas recordações do Brasil e considera a praia de Copacabana a mais linda do mundo.

LaPallo passou a ter um maior convívio com a comunidade brasileira nos Estados Unidos depois de ter lançado seu livro, aos 107 anos de idade. Desde então, uma bandeira brasileira faz parte da decoração da sala de sua casa.

Apesar da idade avançada, o capixaba ainda mantém um grande apetite pela vida.

'Há cerca de dois meses fui fazer alguns exames de rotina. Mas não costumo consultar médicos. Eles não são bons para mim. Eles sempre receitam um monte de pílulas e isto não é bom. Eu não tomo o remédio deles', afirmou o brasileiro, que casou três vezes, teve três filhos, quatro netos e dois bisnetos. 'Nunca fiquei doente. Nunca tive um resfriado. Eu me sinto ótimo e espero viver até pelo menos os 125 anos.'

LaPallo, que não tem mais o registro de nascimento brasileiro, conta com um blog em que escreve sobre seu livro, sua história e muitas dicas saudáveis. Também está no Facebook, prepara-se para o lançamento de seu segundo livro e alimenta o sonho de abrir um restaurante no próximo ano.

domingo, 11 de março de 2012

Causa primária e prevenção do câncer , por Otto H. Warburg - ganhador do prêmio Nobel

Foi este homem: Otto Heinrich Warburg (1883-1970). Prêmio Nobel 1931 para a sua tese "a causa primária e prevenção do câncer".

De acordo com este cientista, o câncer é o resultado de uma alimentação e estilo de vida antifisiológicos. Por quê? Porque uma vida antifisiológica (regada de alimentos acidificantes e sedentarismo), cria um ambiente de acidez em nosso corpo. A acidez, por sua vez expulsa o oxigênio das células.


Ele disse:
"A falta de oxigênio e acidose são dois lados da mesma moeda: quando você tem um, você tem o outro. As substâncias ácidas rejeitam o oxigênio, enquanto substâncias alcalinas atraem o oxigênio."
Assim, em um ambiente ácido, ou sem oxigênio, as células sofrem consequências graves : "Privar a célula de 35% de seu oxigênio por 48 horas pode torna-la cancerosa."

De acordo com Warburg
"Todas as células normais têm uma exigência absoluta para o oxigênio, mas as células cancerosas podem viver sem oxigênio - uma regra sem exceção"

E também:
"Os tecidos cancerosos são ácidos , enquanto que os tecidos
saudáveis ​​são alcalinos."
Em seu "O metabolismo de tumores" Warburg demonstrou que todas as formas de câncer são caracterizadas por duas condições básicas:
- acidose
- hipóxia (falta de oxigênio)
Ele também descobriu que as células cancerosas são anaeróbias (não respiram oxigênio) , assim não conseguem sobreviver na presença de altos níveis de oxigênio.
Portanto, o câncer nada mais seria do que um mecanismo de defesa que certas células do corpo têm para se manterem vivas em um ambiente desprovido de oxigênio e ácido .

Em resumo:
Células saudáveis ​​vivem em um ambiente alcalino, com disponibilidade boa de oxigênio, que permite o seu bom funcionamento.
Células de câncer sobrevivem em um ambiente desprovido de oxigênio e extremamente ácido.

Antes de continuar:
Uma vez que no processo de digestão, os
alimentos de acordo com a qualidade de proteínas, carboidratos, gorduras, minerais e vitaminas que fornecem, criam uma condição de acidez ou alcalinidade do corpo.

O resultado acidificante ou alcalinizante é medido por uma escala chamada pH , cujos valores estão na faixa de 0 a 14, sendo pH 7 = pH neutro.

É importante saber como a saúde é afetada pelos alimentos ácidos e alcalinos, pois isso afeta o funcionamento das células. Em uma pessoa saudável, o pH do sangue é entre 7,40 e 7,45. Observe que, se o pH do sangue, a cair abaixo de 7, a pessoa pode entrar em coma .

Então o que temos nós com isso?

Analisando a alimentação habitual

Os alimentos que acidificam o corpo :
- Açúcar refinado e todos os produtos que levam ele (o pior de todos: não tem proteínas, nem vitaminas, nem gorduras, nem minerais, apenas hidratos de carbono refinados que sobrecarregam o pâncreas). Seu PH é de 2,1 - altamente acidificante!
- Carne (todos, principalmente a vermelha)
- Leite de vaca e todos os seus derivados
- Sal refinado (o ideal é que não sejam refinados)
- Farinha refinada e todos os seus derivados (massas, biscoitos, etc.)
- Produtos de padaria (principalmente gordura saturada, margarina, açúcar, sal e conservantes)
- Margarina
- Cafeína
- Álcool
- Tabaco
- Medicamentos
- Qualquer alimento cozido (cozinhar remove o oxigênio e o converte em ácido), incluindo legumes cozidos.
- Todos os que contêm conservantes, corantes, aromatizantes, estabilizantes, etc.
- Refrigerantes


O sangue está constantemente se auto-regulando para não ficar ácido, garantindo assim o bom funcionamento das células, otimizando o metabolismo. A auto regulagem é obtida, principalmente, a partir de alimentos básicos (minerais) para neutralizar a acidez do sangue , mas todos os alimentos já mencionadas, desmineralizam o corpo (especialmente os refinados), enfraquecendo principalmente os ossos.
Tenha em mente que o estilo de vida moderno, esses alimentos são consumidos cinco vezes por dia, 365 dias por ano!
Curiosamente todos estes alimentos nomeados são antifisiológicos !!... Nosso corpo não é projetado para digerir toda essa porcaria!

Alimentos alcalinizantes

Ou seja, os que fazem bem
- Todas as verduras cruas (algumas são ácidas, mas na digestão se tornam alcalinizantes)
- Frutas, possuem quantidades saudáveis de oxigênio. O limão,
por exemplo, tem um pH de cerca de 2,2, mas dentro do organismo tm um efeito altamente alcalinizantes (talvez o mais poderoso de todos).

- Sementes: além de todos os seus benefícios, são altamente alcalinizantes tais como amêndoas.

- Grãos: O único grão alcalinizante é o painço, todos os outros são um pouco acidificantes mas muito saudável! Todos devem ser consumidos cozidos.
- O mel é altamente alcalinizante
- A clorofila em plantas (qualquer planta) é altamente alcalinizantes (especialmente o aloe vera)
- A água é importante para o fornecimento de oxigênio. "Desidratação crônica é a ênfase principal do corpo e a raiz da maioria das doenças degenerativas", diz o Dr. Batmanghelidj Feydoon
- Exercício ajuda na oxigenação do seu corpo inteiro.

Dr. George W. Crile, de Cleveland, um dos cirurgiões líderes mundiais que declara abertamente:
"Todas as chamadas
mortes naturais são apenas o ponto final de uma saturação de ácidos no organismo.
Inversamente, é completamente impossível que um câncer cresça em uma pessoa que libere seu corpo da acidez, nutrindo-se de alimentos nutritivos que produzam reações metabólicas alcalinas e consumam água pura, e que, por sua vez, evitem alimentos que causam acidez, e evitem os alimentos tóxicos.
Em geral, o câncer não é contagioso ou herdado. O que é herdado são os hábitos alimentares e ambiente de vida que o produzem. "

Mencken escreveu:
"A luta da vida é contra a retenção de ácido. O envelhecimento, a falta de paciência, energia e dores de cabeça, doenças cardíacas, alergias, eczema, urticária, asma, arteriosclerose e cálculos não são mais que o acúmulo de ácidos. "

Dr. Theodore A. Baroody diz em seu livro "Alkalize or Die" (Alcalinizar ou morrer):
"Não importa os nomes incontáveis ​​das doenças. O que importa é que todos eles vêm da mesma raiz - um monte de resíduos ácidos no corpo".

Dr. Robert O. Young diz:
"O excesso de acidificação no organismo é a causa de todas as doenças degenerativas. Quando o equilíbrio é rompido e o corpo começa a produzir e armazenar mais resíduos ácidos e tóxicos que ele pode manipular, então se manifestam várias doenças."

E sobre a quimioterapia?
Eu não vou entrar em detalhes, mas vou apenas apontar o óbvio:
Quimioterapia acidifica o organismo a tal ponto que ele deve recorrer a reservas alcalinas imediatamente para neutralizar a acidez, sacrificando bases minerais (cálcio, magnésio, potássio, fosfato) depositados nos ossos, dentes, unhas, articulações e cabelos.
É por isso que se observa
tamanha degradação em pessoas que recebem este tratamento, entre muitas outras coisas, seus cabelos caem em alta velocidade.

Para o corpo não significa nada ficar sem cabelo, mas um pH ácido significaria a morte.

É necessário dizer que isso não se divulga porque que a indústria do câncer e quimioterapia são um dos negócios mais bilionários hoje? É necessário dizer que a indústria farmacêutica e indústria de alimentos são uma única entidade?
Você percebe o que isso significa?

Deixe que o alimento seja o teu remédio, que teu remédio seja tua comida - Hipócrates
http://www.bibliotecapleyades.net/salud/...ncer67.htm







domingo, 22 de agosto de 2010

Osteoporose não é doença

OSTEOPOROSE

A velhice nos espera, e isto pretende ser uma boa notícia.

Significa que já não morremos como se morria antigamente - de parto, gripe, dor de dente ou infecções bobas, hemorragias, tumores inextirpáveis e males afins.

Estamos vivendo mais tempo, e isto tem prós e contras.

Se por um lado é a promessa de que vamos ter tempo para ler todos aqueles livros e conhecer nossos bisnetos, ou algo assim, por outro lado teremos de conviver com várias questões que só aparecem depois de certa idade.

Mazelas, achaques, coisas da velhice. Por exemplo,

OSTEOPOROSE

Fantasma predileto de quem defende a adição de hormônios na menopausa,
a osteoporose tem sido enquadrada como doença - mas não é. Faz parte do envelhecimento.

É uma condição, um estado dos ossos, que com a idade avançada podem ir descalcificando e se tornar porosos, frágeis e quebradiços, especialmente na coluna vertebral, nas costelas e na bacia.

Afeta 25% das mulheres ocidentais com mais de 60 anos e apenas 8% dos homens.

Nosso esqueleto está sempre sendo remodelado pela perda de 300 a 700 mg de cálcio por dia. Repor esse cálcio através da alimentação ou de suplementos é fácil, fazer os ossos assimilarem é que são elas. A assimilação depende de vários fatores, entre eles sol, vitamina D, exercícios, fósforo, magnésio e estrogênio.

Por isso a situação da mulher cuja massa óssea já não é muito densa pode se tornar problemática após a menopausa, já que haverá muito menos estrogênio em circulação.

Mas atribuir a osteoporose exclusivamente à falta de estrogênio é muito simplismo.

Estudo recente envolvendo uma série de amostras de densidade óssea de mulheres de 20 a 88 anos mostrou que 50% da massa óssea são perdidos antes da menopausa.

E por que se perde cálcio?

Por miríades de razões da vidinha cotidiana: ansiedade, depressão, stress, falta de exercício,
diarréia, disfunção na tireóide, excessos de proteína, gordura, sal, açúcar, fibras suplementares e ácido oxálico na comida, deficiência de ácido hidroclorídrico, ingestão habitual de álcool e cafeína, uso de antiácidos, tetraciclina, heparina, laxativos, diuréticos, anticonvulsivantes, aspirina e cortisona.

O consumo de refrigerantes, carnes conservadas, queijos fortes, molhos industrializados, pães e massas de farinha branca também atrapalha, já que nos faz absorver muito fósforo, mineral que inibe a absorção do cálcio se estiver em maior proporção.

A lactose (açúcar lácteo) tem um papel decisivo na assimilação do cálcio do leite. Pessoas alérgicas ou cujo organismo não digere a lactose aproveitarão pouco cálcio, ainda que seu consumo de leite e laticínios seja grande.

Na osteoporose, tudo depende de duas coisas:

a densidade óssea inicial e a velocidade com que se vai perdendo o cálcio.

Ambas podem ser modificadas pelo estilo de vida.

Na verdade, uma mulher com alto risco de osteoporose faria bem em adotar uma alimentação mais vegetariana: perderia muito menos cálcio.

É o caso das mulheres orientais, cuja taxa de osteoporose é baixíssima apesar do pequeno consumo de cálcio.

Mas quando passam a comer uma dieta americanizada, muito rica em proteína, sua eliminação de cálcio pela urina aumenta, porque o organismo gasta muito cálcio para processar a proteína. E isso não tem nada a ver com redução de estrogênio.

Ébano & marfim

Mulheres negras têm uma densidade óssea inicial 25 a 30% maior que as brancas, ou seja, não precisam se preocupar tanto.

A candidata mais forte à osteoporose é a mulher branca que tem ossos pequenos, fuma, bebe álcool ou descende de europeus do norte, especialmente se alguma mulher da família teve osteoporose.

Se você quer saber a quantas andam seus ossinhos, procure fazer uma densitometria óssea. Isso se vê através de uma radiografia simples e com dose de radiação mais baixa que uma radiografia dentária.

Nos Estados Unidos qualquer dentista presta este serviço à sua saúde; aqui, por enquanto, você ainda tem que ir atrás de clínicas ortopédicas e serviços especiais.

Alô, amigas dentistas, há possibilidade de dar atenção a isso?

O MAPA DA MINA

Mexa-se

Atividade física é a chave para conservar a densidade óssea.

Pessoas de 50, 60 e 70 anos que se exercitam têm 30% mais densidade óssea que as sedentárias. Se você não usa, os ossos se atrofiam.

Mas devem ser exercícios que estimulem o alongamento dos músculos, como andar, correr, dançar, andar de bicicleta.
Nadar não conta, porque a água não oferece resistência que os músculos e ossos possam enfrentar.

Tome sol para garantir a vitamina D

Ela é sintetizada na pele quando tomamos sol e possibilita a absorção de cálcio nos intestinos. Meia hora de exposição por dia, com o mínimo de roupa ou sem ela, é suficiente para as pessoas de pele clarinha; as mais morenas precisam duas ou três vezes mais tempo.

Cuidado com os suplementos, que podem ser tóxicos, especialmente acima de 25 mg por dia. Muito melhor tomar sol neste vastíssimo país tropical...

Cuide de suas glândulas
Tireóide, adrenais, ovários e pâncreas funcionando bem:
este equilíbrio é essencial para o seu balanço de cálcio.

Não fume

Entre mulheres de condições semelhantes, as que fumam têm menos densidade óssea que as não fumantes.

Como a ansiedade está ligada a um gasto maior de cálcio, e também ao hábito de fumar, pode ser que você mate três coelhos de uma cajadada só - livrando-se da ansiedade, do cigarro e da osteoporose.

Cuidado com o excesso de proteína

A dieta muito proteica aumenta a perda de cálcio pela urina, especialmente se for proteína animal,
que tem maior volume de certos ácidos cujo efeito é retirar cálcio dos ossos.

No interior do Japão, velhinhas que nunca consumiram mais de
300 mg diários de cálcio têm muito menos osteoporose que as norte-americanas, que consomem 800 mg de cálcio por dia.
Mas as japonesas comem apenas 30 g de proteína por dia, enquanto as americanas comem 80 g ou mais.

Varie as fontes de cálcio

Não precisa depender do leite:

agrião, folhas de batata-doce, caruru/bredo, melado, espinafre, folhas de nabo, couve-chinesa, todos eles são boas fontes de cálcio se você comer em porções generosas.


Evite refrigerantes


O nível de fósforo no organismo tem que ser um pouco menor que o de cálcio para haver uma boa absorção.
Os refrigerantes usam muito fósforo em suas fórmulas - em cada copo de coca-cola há 116 mg - e uma pessoa que toma refrigerantes regularmente acaba se expondo aos riscos de perda óssea e hiperparatireoidismo.

Controle sal, açúcar e fibras

O alto consumo de sal faz perder cálcio na urina, o consumo de açúcar também - só que,
no caso do açúcar, a ação é indireta: ele provoca a eliminação de cobre, que faz falta para a mineralização dos ossos.

Farelo de trigo ou biscoitos de fibras podem impedir a absorção de cálcio, principalmente se a pessoa consumir basicamente farinhas e grãos refinados, como farinha de trigo branca, pão branco, macarrão branco, arroz branco.

A pessoa que usa grãos integrais não tem esse problema, a não ser que coma um excesso de fibras adicionais.

Olho nos minerais e na vitamina c

A ingestão adequada de cálcio, fósforo, magnésio, manganês, zinco e cobre pode ser decisiva para a sua saúde óssea;
se for o caso, peça à sua médica a indicação de suplementos.

O magnésio ativa a vitamina D e permite que o cálcio forme cristais nos ossos.

Tem sido usado em doses de 500 mg diários.

O boro reduz a excreção de cálcio e magnésio pela urina e tem uma ação positiva sobre o estradiol-17-beta,
que é a forma de estrogênio mais ativa no sangue.

Para obtê-lo você pode aumentar o consumo de alguns alimentos ricos em boro:

brotos de alfafa, repolho, alface, ervilhas, subprodutos fermentados da soja, maçã, tâmara, ameixa preta, uva-passa, amêndoas, amendoins.

A vitamina C é fundamental para a síntese do colágeno, tecido conjuntivo dos ossos.
Tem sido usada a dosagem de 2 g diários.

Suplementos de cálcio?

Não confie

Porque eles podem simplesmente não funcionar.

O sistema mais sofisticado do organismo é o que cuida da absorção de cálcio.

Ele modula a secreção de hormônios, secreção de muco, utilização de nutrientes, eliminação de resíduo celular,

contração muscular, secreção ácida do estômago, resposta inflamatória, cura de lesões.

A quantidade necessária a cada momento depende de um conjunto de circunstâncias.

Se você tomar suplementos de cálcio nas refeições corre o risco de não aproveitar o cálcio e ainda inibir a absorção de ferro,

manganês e zinco, elementos-traço essenciais à saúde.

O Dr. Jeffrey Bland diz que os suplementos dão uma falsa sensação de segurança às pessoas

- elas acham que é uma resposta fácil para a dificílima questão de como conduzir a vida.

"Sou contra essa mentalidade band-aid", resmunga.

Capítulo do livro Só Para Mulheres, de Sonia Hirsch

http://www.unioeste.br/projetos/unisol/projeto/c_fisioterapia/osteroporose.htm