sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Mensagem de Natal!!!



Natal é carnificina!
assinado Babe o porquinhoAs festas de fim de ano se aproximam e, mais uma vez, me lembro de um diálogo entre os animais do filme Babe, o porquinho atrapalhado (de Chris Noonam, 1995), que culmina com a frase: "Natal é carnificina!" De fato, se observarmos bem, verificaremos que muitas vezes identifica-se uma "boa mesa" pela quantidade de proteína animal que ela oferece. Quanto mais especial é uma ocasião, tanto maior tende a ser a quantidade de proteína animal em nossas mesas, sobretudo carnes e pratos (tanto doces quanto salgados) atolados de creme de leite, uma opção que sequer condiz com a nossa condição climática pois, quando o Natal é celebrado, é verão aqui.
No caso específico do Natal é interessante pensar que essa festa de celebração de "paz e boa vontade" envolva tão pouca boa vontade para com os animais.
Diversas ONGs (como, por exemplo, a Compassion in World Farming (www.ciwf.co.uk) fazem campanhas a respeito do sofrimento dos animais que nos servem de alimento e nessa época, em especial, em favor dos perus que se tornaram um prato típico das festas de fim de ano. Esses pobres animais são criados em condições miseráveis e sofrem uma morte dolorosa para que possamos saborear sua carne, isto é, são obrigados a amargar uma existência de sofrimento unicamente para satisfazer um gosto dos seres humanos.
De resto, o Natal se tornou, em grande medida, uma festa do comércio, uma festa voltada para o consumo, quando deveria ser uma ocasião de compartilhamento e de compaixão. Com-paixão é o sentimento de quem sofre junto, de quem é capaz de se colocar no lugar do outro, de com-partilhar. A "pena" é um sentimento superficial que resulta de quem não tem capacidade de se colocar no lugar do outro, ou acha que não está sujeito ao mesmo tipo de experiência. Quando experimentamos o verdadeiro sentimento de compaixão não mais toleramos que os animais sejam vistos como meras fábricas de proteína. Seu sofrimento não se resume ao abate: muitos passam a vida toda confinados sem jamais tocar o solo ou sentir o calor do sol, são transportados para os matadouros sem água ou alimento, suportando temperaturas extremas. Há ainda "a separação entre mães e filhotes, a separação de rebanhos, as marcas com ferro em brasa, e outros sacrifícios que não levam em consideração os interesses dos animais", como bem destaca o filósofo Peter Singer. Serão os animais nossos companheiros de jornada na Terra, ou meros recursos para nos servir e atender os nossos desejos hedonistas? Assim, no que tange aos animais, devemos ter em mente que não somos mais caçadores-coletores e temos à nossa disposição uma ampla variedade de fontes de proteína que nos garantem uma alimentação balanceada.
Finalizo sugerindo três sites onde o leitor poderá encontrar receitas vegetarianas saborosas e nutritivas. O leitor poderá segui-las passo a passo, ou apenas encontrar inspiração para fazer sua própria criação. Muitas são as opções que vão desde as mais saudáveis e simples, como frutas (incluindo nozes, castanhas, etc); simples mas meio junk food como o Not-dog (cachorro quente com salsicha vegetal); até pratos sofisticados como "bobó sem camarão", "bacalhau sem bacalhau" (uma receita portuguesa com certeza! Visite http://www.animal.org.pt e delicie-se com este prato fantástico). As opções são infinitas. Estes são apenas alguns exemplos de pratos saborosíssimos e que não implicam em sofrimento para os animais.Visitem também: Carne Vegetal de Gluten (passa como lombo vegetariano) Receita de Panetone Vegano Livro de receitas natalinas http://www.vegetarianismo.com.br/natal/natal-veg.html Encomende sua ceia de natal vegana! (apenas SP) E há muitos outros...
Boas Festas e lembre-se: procure ser vegetariano (de preferência vegano) o ano todo! Que 2009 seja um ano melhor para todos os animais, humanos e não humanos!
Paula Brügger E-mail: brugger@ccb.ufsc.br Professora do Depto. de Ecologia e Zoologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), ex-membro da Comissão de Ética no Uso de Animais - (CEUA), Mestra em Educação e Doutora em Ciências Humanas - Sociedade e Meio Ambiente.É autora dos livros "Educação ou adestramento ambiental?", que está na 3ªedição, e "Amigo Animal" – reflexões interdisciplinares sobre educação e meio ambiente.

domingo, 14 de setembro de 2008

O ENIGMA DA OBSESSÃO


O ENIGMA DA OBSESSÃO
(conto mediúnico)


Comentávamos em círculo íntimo o inquietante enigma da obsessão na Terra, alinhando observações e apontamentos.
Por que motivo se empenham criaturas encarnadas e desencarnadas em terríveis duelos no santuário mental? Que a vítima arrancada ao corpo, em delito recente, prossiga imantada ao criminoso, quando a treva da ignorância lhe mantém o espírito distante do perdão, é compreensível, mas como interpretar os processos de metodizada perseguição no tempo? Como entender o ódio de certas entidades, em torno de crianças e jovens, de enfermos e velhinhos? Por que a ofensiva persistente dos gênios perversos, através de reencarnações numerosas e incessantes?
No mundo, os assalariados do mal comprometem-se ao redor de escuros objetivos...
Há quem se renda às tentações do dinheiro, do poder político, das honras sociais e dos prazeres subalternos, mas em derredor de que razões lutam as almas desenfaixadas da carne se para elas semelhantes valores convencionais de posse não mais existem?
Longa série de “porquês” empolgava-nos a imaginação, quando Menés, otimista ancião do nosso grupo, à maneira de carinhoso avô, falou bem humorado:
- A propósito do assunto, contarei a vocês um apólogo que nos pode conferir alguma idéia acerca do nosso imenso atraso moral.
E, tranqüilo, narrou:
- Em épocas recuadas, numa cidade que os séculos já consumiram, os bois sentiram que também eram criaturas feitas por nosso Pai Celestial, não obstante inferiores aos homens. Sentindo essa verdade, começaram a observar a crueldade com que eram tratados. O homem que, pela coroa da inteligência, devia protegê-los e educá-los, deles se valia para ingratos serviços de tração, sob golpes sucessivos de aguilhões e azorragues. Não se contentando com esta forma de exploração, escravizava-lhes as companheiras, furtando-lhes o leite dos próprios filhos, reservando-lhes à família e a eles próprios horrível destino no açougue. Se alguns deles hesitavam no trabalho comum, sofrendo com a tuberculose ou com a hepatite, eram, de pronto, encaminhados à morte e ninguém lhes respeitava o martírio final. Muitas pessoas compravam-lhes as vísceras cadavéricas ainda quentes, tostando-as ao fogo para churrascos alegres, enquanto outras lhes mergulhavam os pedaços sangrentos em panelas com água temperada, convertendo-os em saborosos quitutes para bocas famintas. Não conseguiam nem mesmo o direito à paz do túmulo, porque eram sepultados, aqui e ali, em estômagos malcheirosos e insaciáveis. Apesar de trabalharem exaustivamente para o homem, não conseguiam a mínima recompensa, de vez que, depois de abatidos, eram despojados dos próprios chifres e dos próprios ossos, para fortalecimento da indústria... Magoados e aflitos, começaram a reclamar; contudo, os homens, embora portadores de belas virtudes potenciais, receavam viver sem o cativeiro dos bois. Como enfrentarem, sozinhos, as duras tarefas do arado? Como sustentarem a casa sem o leite? Como garantirem a tranqüilidade do corpo sem a carne confortadora dos seres bovinos? O pedido era simpático, mas os bichos se mostravam tão mansos e tão tentadores que ninguém se arriscava à solução do problema. Depois de numerosas súplicas sem resposta, as vítimas da voracidade humana recorreram aos juízes; entretanto, os magistrados igualmente cultivavam a paixão do bife e do chouriço e não sabiam servir à Justiça, sem as utilidades do leite e do couro dos animais. Assim, o impasse permaneceu sem alteração e qualquer touro mais arrojado que se referisse ao assunto, a destacar-se da subserviência em que se mantinha o rebanho, era apedrejado, espancado e conduzido, irremediavelmente, ao matadouro...
O venerável amigo fez longa pausa e acrescentou:
- Essa é a luta multissecular entre encarnados e desencarnados que se devotam ao vampirismo. Sem qualquer habilitação para a vida normal, fora do corpo físico, temem a grandeza do Universo e recuam apavorados, ante a glória do Espaço Infinito, procurando a intimidade com os irmãos ainda envolvidos na carne, cujas energias lhes constituem precioso alimento à ilusão. É desse modo que as enfermidades do corpo e da alma se espalham nos mais diversos climas. Os homens, que se julgam distantes da harmonia orgânica sem o sacrifício dos animais, são defrontados por gênios invisíveis que se acreditam incapazes de viver sem a energia deles. O enigma da obsessão, no fundo, é problema educativo. Quando o homem cumprir em si mesmo as leis superiores da bondade a que teoricamente se afeiçoa, deixará de ser um flagelo para a Natureza, convertendo-se num exemplo de sublimação para as entidades inferiores que o procuram... Então, a consciência particular inflamar-se-á na luz da consciência cósmica e os tristes espetáculos da obsessão recíproca desaparecerão da Terra... Até lá – concluiu, sorrindo – reclamar contra a atuação dos Espíritos delinqüentes, conservando em si mesmo qualidades talvez piores que as deles, é arriscar-se, como os bois, à desilusão e ao espancamento. O imã que atrai o ferro não atrai a luz. Quem devora os animais, incorporando-lhes as propriedades ao patrimônio orgânico, deve ser apetitosa presa dos seres que se animalizam. Os semelhantes procuram os semelhantes. Esta é a lei.
Afastou-se Menés, com a serenidade sorridente dos sábios, e a nossa assembléia, dantes excitada e falastrona, calou-se, de repente, a fim de pensar.
ESPÍRITO IRMÃO X
Francisco Cândido Xavier

terça-feira, 29 de julho de 2008

Vegetarianismo político

O vegetarianismo transcende a mera "pena dos animais" e a opção por uma dieta mais saudável. Ser vegetariano é, antes de tudo, adotar uma postura ética! O discurso que se usa para justificar a exploração dos animais é o mesmo que, no passado, usamos para defender a escravidão e a desigualdade de direitos entre homens e mulheres. Talvez isso fique claro comparando-se as atitudes injustas em relação a animais humanos e não humanos:
O vegetariano, conscientemente ou não, está boicotando os "produtos" de uma indústria que mente descaradamente para seus consumidores, que coloca seus funcionários sob condições de trabalho precárias e embrutecedoras, que destrói o meio-ambiente em virtude do consumo pródigo de recursos naturais e despejo de poluentes, além de explorar, torturar e matar os não-humanos. O vegetariano quebra o paradigma de que "comer carne é necessário", questionando a tradição e a autoridade.
texto extraído da comunidade "Vegetarianismo Político" da Orkut

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Agricultura x pecuária


Verifiquem este endereço, é uma simulação dos efeitos das produções de uma fazenda pecuária e de uma fazenda agrícola:

segunda-feira, 23 de junho de 2008

YÁKI SOBA


Servimos o Yáki Soba vegetariano todos os dias.
Atendemos de segunda a sábado, a partir das 11:00 horas

domingo, 22 de junho de 2008

Aquecimento global

Comer menos carne ajuda a frear aquecimento global, diz estudo da France Presse, em Paris.

A redução do consumo diário de carne nos países desenvolvidos até 2050 ajudaria a limitar o aquecimento global, afirma um estudo publicado nesta quinta-feira pela revista britânica "The Lancet". A pesquisa foi dirigida por Anthony McMichael, do Centro Nacional de Epidemiologia e de Saúde das Populações de Canberra (Austrália).
"Considerando que a população mundial aumentará cerca de 40% até 2050 e, se não houver nenhuma redução das emissões dos gases que provocam o efeito estufa ligados ao gado, o consumo de carne deverá baixar para 90 g ao dia por pessoa para estabilizar as emissões de tal setor", defenderam os pesquisadores.

Também seria necessário limitar a 50 g por dia o consumo de carne vermelha procedente de ruminantes, que emitem metano, um dos gases responsáveis pelo efeito estufa. O consumo médio de carne está em 100 g por pessoa ao dia no mundo, com diferenças consideráveis entre os países desenvolvidos --de 200 a 250g-- e os países pobres --20 a 25g.
Das emissões mundiais de gases que provocam o efeito estufa, insistiu a equipe, 22% são oriundas da agricultura, uma proporção similar à do setor industrial, mas superior à dos transportes. O gado, especialmente em seu transporte e em sua alimentação, afirma o estudo, é o responsável por quase 80% das emissões agrícolas, principalmente em forma de metano. "Uma redução substancial do consumo de carne nos países ricos seria também benéfica para a saúde, principalmente porque se reduzem os riscos de doenças cardiovasculares [...], obesidade, câncer colo-retal e talvez outros tipos de câncer", avaliaram os especialistas. http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u328070.shtml

Conclusões sobre a covardia com os animais

Texto de Márcio Bontempo
Conclusões sobre a covardia com os animais

Animais não nos dão a vida como contam as historinhas ou como os desenhos animados e a propaganda em folhetos escolares procuram mostrar. Nós tiramos as suas vidas. Eles lutam até o fim para fugir da morte, do mesmo jeito que faríamos se estivéssemos em seu lugar.

O porco, dócil e inteligente, não aceita a morte simplesmente pensando que ela é apenas mais um passo na produção de bacon; portanto, será difícil vê-lo cantando alegremente como nos anúncios dos produtores de salsichas.

As galinhas não se aproximam dançando alegremente da faca que irá matá-las, tentando nos mostrar como vai ser gostoso saborear uma de suas coxas.

A gentil e paciente vaca não se rende docilmente à marreta ou à faca; ela se agita e pula como pode para se livrar do gancho que prende uma de suas pernas, que foi quebrada e pendurada a uma corrente.

Os indivíduos que matam os animais são chamados de profissionais. Eles alegam que simplesmente estão realizando um trabalho ordinário (aqui, para nós, no duplo sentido), mesmo que isso envolva o assassinato de milhões de criaturas inocentes. Eles consideram “natural” o que fazem.

Se isso é natural, que Deus os ajude.

Os produtores de leite nos EUA costumam fazer propaganda:Uma delas mostra uma simpática vaca sorrindo, enquanto uma suave voz masculina avisa, em off, que o leite dessa empresa é proveniente de vacas felizes. Talvez ele esteja se referindo ao efeito dos tranqüilizantes e antidepressivos que esses animais recebem regularmente para combater a tristeza dos ambientes onde são criados.

Por fim, "Os animais são meus amigos... e eu não como os meus amigos" George Bernard Shaw

Fonte: http://www.drmarciobontempo.com.br/

FRASES SOBRE VEGETARIANISMO

"Haverá um tempo em que os seres humanos se contentarão com uma alimentação vegetariana e julgarão a matança de um animal inocente da mesma forma como hoje se julga o assassino de um homem."
Leonardo da Vinci

"Se os matadouros fossem de vidro todos seriam vegetarianos."
Paul Mccartney

"Enquanto o homem continua a destruir impiedosamente os seres vivos "inferiores" não conhecerá a saude e a paz. Pos enquanto os homens massacrarem os animais, matarão uns aos outros. Realmente aquele que semeia a morte e dor nao pode colher alegria e amor."
Pitágoras

"Não levante sua mão contra seu irmão, e não derrame o sangue de qualquer criatura viva que habite este mundo, nem seres humanos, nem animais de estimação, nem feras, nem aves. No fundo de sua alma uma voz divina o impede de derramar tal sangue. Nele há vida. Não poderá devolver esta vida."
A. Lamartine

"A voz da sua consciência é a voz de Deus."
Leon Tolstoi

"Não me fale de paz, se a violência começa no seu prato."
Boji Greenwitch

"De todas as espécies, a humana é a mais detestável. Pois o Homem é o único ser que inflige dor por desporto, sabendo que está causando dor."
Mark Twain

"A grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo que seus animais são tratados."
Mahatma Gandhi

"Se um homem pudesse ser cruzado com um gato, melhoraria o homem mas deterioraria o gato."
Mark Twain